Ministério Público investiga descarte de livros da Biblioteca Monteiro Lobato
MP de São Paulo abre inquérito para apurar o descarte irregular de acervo da Biblioteca Pública Municipal Monteiro Lobato, em Osasco. Confira os detalhes.
O Ministério Público do Estado de São Paulo iniciou, na última terça-feira (29), um inquérito civil para investigar o descarte inadequado de milhares de obras pertencentes à Biblioteca Pública Municipal Monteiro Lobato, localizada em Osasco. O procedimento foi instaurado pelo promotor Rodrigo Nunes Serapião, que busca esclarecer possíveis danos ao patrimônio público municipal após relatos de que livros teriam sido descartados em caçambas de lixo.
A unidade, inaugurada em 1963, é um marco cultural da cidade e abriga documentos históricos, jornais antigos e obras de autores locais. O espaço permanece com as portas fechadas para o público desde o ano de 2020. A denúncia ganhou força após a circulação de imagens que mostravam o material em condições precárias de armazenamento.
Em resposta à repercussão do episódio, o prefeito Gerson Pessoa afirmou, por meio de redes sociais, que o ocorrido foi fruto de uma falha logística durante o transporte dos itens. Segundo o gestor, os livros estão sendo preservados em almoxarifados da prefeitura. O Executivo municipal também informou a abertura de uma sindicância interna para apurar responsabilidades e reiterou o compromisso de concluir a reforma do prédio no segundo semestre de 2026.
O inquérito do Ministério Público exige que a administração municipal apresente documentos fundamentais, incluindo:
- Laudos técnicos e avaliações microbiológicas sobre o estado do acervo;
- Pareceres sanitários que justifiquem o manuseio dos itens;
- Identificação dos agentes públicos responsáveis pela autorização do descarte;
- Inventário completo dos bens que ainda podem ser recuperados.
A situação gera preocupação entre movimentos sociais e conselhos de biblioteconomia, que cobram transparência sobre o destino da memória cultural osasquense. Atualmente, existe um contrato de R$ 1,5 milhão vigente para a reforma do imóvel, que contempla melhorias na rede elétrica, acessibilidade e a construção de um auditório. Contudo, a falta de informações sobre o cronograma das obras e a descontinuidade de um contrato anterior, assinado em 2023, aumentam a pressão popular por respostas concretas da prefeitura.
Para os cidadãos e estudantes de Osasco, o caso é um alerta sobre a preservação dos equipamentos públicos. O acompanhamento das investigações é essencial para garantir que o patrimônio histórico da cidade seja devidamente restaurado e reintegrado à comunidade, evitando a perda definitiva de documentos valiosos para a memória local.
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