Operação em Londrina interdita clínicas por uso ilegal de bronzeamento artificial
Polícia Civil e Vigilância Sanitária de Londrina fecharam clínicas de estética que utilizavam equipamentos de bronzeamento proibidos pela Anvisa.
Uma força-tarefa composta pela Polícia Civil do Paraná e pela Vigilância Sanitária realizou, na última quinta-feira (30), uma operação em Londrina para fiscalizar estabelecimentos de estética. A ação resultou na interdição de locais que operavam em desacordo com as normas sanitárias vigentes, especificamente pelo uso de câmaras de bronzeamento artificial, aparelhos vetados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) devido aos riscos comprovados de câncer.
A investigação teve início após o recebimento de diversas denúncias sobre irregularidades em clínicas da região. Em um dos endereços fiscalizados, conhecido como Spazio Vitta Bronze, os agentes lacraram apenas os equipamentos proibidos, permitindo que o restante das atividades — que possuíam licenciamento adequado — continuasse em funcionamento. Contudo, um imóvel anexo ao mesmo estabelecimento foi totalmente fechado por apresentar condições operacionais irregulares.
Um terceiro ponto comercial, que operava sem qualquer alvará de funcionamento e sem identificação oficial, também foi alvo da operação e teve suas atividades encerradas imediatamente. Durante a vistoria neste local, as autoridades localizaram ampolas de substâncias emagrecedoras aplicadas de maneira clandestina, as quais foram devidamente apreendidas para perícia.
O delegado responsável pelo caso, Magno Miranda, destacou que os estabelecimentos já haviam sido notificados anteriormente. Houve relatos graves envolvendo clientes, incluindo um caso de queimaduras de terceiro grau em uma adolescente. Além dos riscos à saúde pública, os responsáveis enfrentam acusações de desobediência a ordens administrativas, visto que tentaram ocultar equipamentos durante fiscalizações passadas.
As proprietárias dos locais não foram detidas no momento da operação, mas permanecem sob investigação policial. Elas podem responder criminalmente por lesão corporal e infrações contra a saúde pública. A Polícia Civil ressaltou que, caso as práticas ilegais persistam, a solicitação de prisões preventivas poderá ser encaminhada ao Poder Judiciário.
Para a população de Londrina, o caso serve como um alerta sobre a importância de verificar a regularidade dos estabelecimentos de saúde e estética antes de contratar serviços. A Vigilância Sanitária reforça que a fiscalização é contínua para garantir que os serviços oferecidos na cidade respeitem os limites da legalidade e não coloquem em risco a integridade física dos consumidores.
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