Belém sediará primeiro Centro Estadual de Reabilitação de Animais Silvestres
O Governo do Pará construirá o primeiro Cetras na Ufra, em Belém, para tratar animais silvestres vítimas de maus-tratos, tráfico e acidentes na região.
O Governo do Pará, por meio do Ideflor-Bio, oficializou a instalação do primeiro Centro Estadual de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (Cetras) dentro do campus da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), em Belém. O projeto visa criar um hospital especializado para o atendimento de fauna silvestre, suprindo uma demanda crescente por cuidados veterinários especializados na capital paraense.
A estrutura será voltada ao recebimento, triagem, tratamento médico e posterior reabilitação de espécimes que foram alvos de cativeiro ilegal, acidentes ou situações de maus-tratos. O local contará com equipamentos modernos capazes de atender uma ampla variedade de animais típicos da biodiversidade amazônica, como felinos, primatas e diversas espécies de aves.
A escolha da Ufra como sede do novo centro foi definida após análises técnicas que apontaram a instituição como o local ideal. A universidade já possui um corpo docente qualificado, além de estudantes e pesquisadores das áreas de Medicina Veterinária e Biologia, o que garante suporte científico permanente para as atividades de conservação ambiental.
O financiamento da obra será realizado por meio de recursos de compensação ambiental, fruto de um acordo entre o Poder Executivo estadual e a empresa Hydro. O aporte financeiro cobre não apenas a construção física e a compra de aparatos tecnológicos, mas também garante a manutenção da unidade durante os três anos iniciais de funcionamento.
Para a comunidade acadêmica e a população de Belém, o projeto representa um avanço significativo tanto na proteção da fauna quanto na qualificação profissional. A integração entre a gestão pública e o ambiente universitário permitirá que os alunos participem ativamente do manejo clínico, preparando novos especialistas para os desafios da preservação da Amazônia.
A expectativa é que o novo centro se torne uma referência nacional em assistência à vida selvagem, aliviando a sobrecarga das unidades de atendimento atuais. O projeto reforça o compromisso do estado com a sustentabilidade e a proteção da biodiversidade local, deixando um legado estrutural para as futuras gerações de profissionais e para a fauna regional.
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